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Gaza
a última colônia do Ocidente
Autor: Samuel Braun
Editora: Da Vinci Livros
Avaliação:
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Fora de estoqueCódigo: 9786584972223
Categoria: Ciências Políticas
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Coleção Combates - nº 2
Neste período histórico dramático, marcado pelo genocídio do povo palestino e pela reconfiguração geopolítica global, Gaza: a última colônia do Ocidente surge como análise direta e incisiva das raízes e da natureza do sionismo. Amparado em amplo conjunto de fontes e por autores como Ilan Pappe, Abram Leon e Breno Altman, Samuel Braun propõe uma revisão radical dos mitos fundadores do Estado de Israel.
Ao abordar a Antiguidade para separar as narrativas míticas de fundação da realidade arqueológica, o autor demonstra como a identidade hebraica foi forjada e, na sequência, transformada em identidade diaspórica. Avançando rumo à modernidade, Braun levanta as raízes materiais do antissemitismo europeu, sustentando que este não é mero preconceito religioso, mas produto das contradições do capitalismo. É nesse cenário que nasce o sionismo, não como resposta ao antissemitismo, mas como sua adaptação política: um nacionalismo que espelha a lógica excludente do imperialismo europeu e que, posteriormente, se apropria da tragédia do Holocausto para legitimar um novo projeto colonial.
Outro foco do livro é expor a arquitetura da ocupação israelense, consolidada após a Guerra de 1967. A partir do conceito de “megaprisão”, Braun descreve como os territórios palestinos, em especial a Faixa de Gaza, foram transformados em um vasto sistema de encarceramento a céu aberto. Assim, a evolução desse controle é detalhada, desde a administração militar direta até a governança neoliberal implementada com os Acordos de Oslo, que, sob o manto de processo de paz, institucionalizou a dependência e a fragmentação; um modelo que configura um regime de apartheid, não apenas por meio de muros e checkpoints, mas por engrenagens legais, burocráticas e tecnológicas.
A revelação das forças ideológicas que sustentam essa ordem também é uma parte importante do livro. Braun expõe como a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), em conjunto com o sionismo cristão e a direita global, promove uma ofensiva para criminalizar qualquer crítica a Israel, equiparando antissionismo a antissemitismo. Essa aliança, segundo o autor, busca sequestrar a memória do Holocausto, transformando-a em escudo moral para a contínua opressão do povo palestino.
Para Braun, o sionismo não constitui um movimento de libertação nacional do povo judeu, mas sim a mais duradoura e sofisticada expressão do colonialismo europeu. “Descolonizar a memória” para romper com o ciclo de violência, restituir ao Holocausto seu significado universal de alerta contra a barbárie e reconhecer a Nakba palestina como um evento histórico central seriam essenciais para o horizonte de paz em um Estado único, democrático e laico.
| Páginas | 84 |
|---|---|
| Data de publicação | 27/02/2026 |
| Formato | 21 x 13.5 x 0.5 |
| Largura | 13.5 |
| Comprimento | 21 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Subtitulo | a última colônia do Ocidente |
| Classificações BISAC | POL000000 |
| Classificações THEMA | JPSL; JPA |
| Idioma | por |
| Peso | 0.09 |
| Lombada | 0.5 |
| Acabamento | Brochura |
| Altura | 0.5 |
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