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A era de Ricardo III
Guerra cultural como método
Autor: João Cezar de Castro Rocha
Editora: Autêntica
Avaliação:
R$ 67,90 á vista
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Quantidade:
Código: 9786559287581
Categoria: Ciências Políticas
Descrição Saiba mais informações
Um personagem shakespeariano permite decifrar a Esfinge da extrema direita, que, mesmo quando derrotada, segue devorando seus adversários. No papel inédito do vilão que não oculta seus propósitos, antes ostenta seu repertório de vilanias com orgulho e destemor, Ricardo III anuncia sem pudor: "Estou decidido a mostrar-me um vilão". Em seu caminho ao centro do poder, ele anuncia as desfaçatezes e as torpezas de que será capaz e, ainda assim, triunfa.
Estamos no universo da forma-Ricardo III, que se regozija com as maldades que planeja, goza com a perspectiva da anarquia que precisa instaurar para sentar-se no trono. Vilania-ostentação, autorretrato involuntário de Donald Trump, Jair Bolsonaro, Javier Milei, Nayib Bukele e tutti quanti. Problema maior: a extrema direita chega ao poder por meio da decisão do eleitorado em eleições livres e democráticas. Para enfrentar essa equação paradoxal, Fiódor Dostoiévski complementa William Shakespeare. O narrador da novela Memórias do subsolo fornece uma chave nova de leitura: o ressentimento é uma força poderosa que muitas vezes nos leva a tomar decisões que nos prejudicam. O avanço da extrema direita também é a manifestação de ressentidos em escala planetária.
Diante da perplexidade que os dilemas contemporâneos provocam em todos, este ensaio arrisca uma hipótese: a imaginação literária oferece uma alternativa única para inteligirmos o que de outra forma nos escapa. No fundo, estamos todos convocados ao papel de pequenos Édipos do cotidiano que desentendemos — de Corinto a Tebas a travessia é perigosa, porém promissora: abraça o mundo todo.
Estamos no universo da forma-Ricardo III, que se regozija com as maldades que planeja, goza com a perspectiva da anarquia que precisa instaurar para sentar-se no trono. Vilania-ostentação, autorretrato involuntário de Donald Trump, Jair Bolsonaro, Javier Milei, Nayib Bukele e tutti quanti. Problema maior: a extrema direita chega ao poder por meio da decisão do eleitorado em eleições livres e democráticas. Para enfrentar essa equação paradoxal, Fiódor Dostoiévski complementa William Shakespeare. O narrador da novela Memórias do subsolo fornece uma chave nova de leitura: o ressentimento é uma força poderosa que muitas vezes nos leva a tomar decisões que nos prejudicam. O avanço da extrema direita também é a manifestação de ressentidos em escala planetária.
Diante da perplexidade que os dilemas contemporâneos provocam em todos, este ensaio arrisca uma hipótese: a imaginação literária oferece uma alternativa única para inteligirmos o que de outra forma nos escapa. No fundo, estamos todos convocados ao papel de pequenos Édipos do cotidiano que desentendemos — de Corinto a Tebas a travessia é perigosa, porém promissora: abraça o mundo todo.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 240 |
| Data de publicação | 15/08/2026 |
| Formato | 21 x 14 x 1.4 |
| Lombada | 1.4 |
| Altura | 1.4 |
| Largura | 14 |
| Comprimento | 21 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Subtitulo | Guerra cultural como método |
| Classificações BISAC | HIS037080; POL042030; POL042070; SOC051000; PHI019000 |
| Classificações THEMA | JPFQ; JPFN; JPHV; JBCT |
| Idioma | por |
| Peso | 0.29 |
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