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A consagração da autenticidade
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O direito de ser quem se é consolidou-se, desde a década de 1970, como uma das grandes ideias do nosso tempo, um poderoso agente de transformação antropológica. Ele revolucionou a relação dos indivíduos com o eu, com o gênero, a sexualidade e a família, com o trabalho e a arte, com a política e a religião. Remodelou profundamente a maneira de ser e de viver em sociedade, moldou uma nova condição subjetiva e deu origem a uma nova fase da civilização dos indivíduos. Contribuiu para o advento do estágio hipermoderno da sociedade democrático-individualista: fez-nos mudar de mundo.
Chegamos agora ao momento em que esse ideal alcançou o auge de sua influência social. Hoje, trata-se de ser autêntico no consumo cotidiano, na alimentação, nas viagens, na forma de vestir, na decoração da casa e nos modos de se comunicar. Nenhum setor escapa ao fascínio pela autenticidade. Em toda parte buscamos significado, verdade, transparência, naturalidade, sinceridade e fidelidade a nós mesmos. Vivemos a etapa de plena realização histórica da cultura da autenticidade.
Mas será ela capaz de enfrentar todos os desafios do nosso século marcado pela ansiedade? Nada é menos certo.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 384 |
| Data de publicação | 09/10/2026 |
| Formato | 22.5 x 15.5 x 2 |
| Lombada | 2 |
| Altura | 1.5 |
| Largura | 15.5 |
| Comprimento | 22.5 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | SOC002000; SOC026000; PHI000000 |
| Classificações THEMA | JHM; JHB; QD |
| Idioma | por |
| Peso | 0.5 |




